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Captar o Ser-se humano

por Regina da Cruz, em 26.10.13

Tarkovsky é um realizador excepcional. Os filmes são verdadeiros. As cenas são melancólicas, misteriosas, difusas, sombrias, por vezes perplexificantes e sem aparente sentido. Como um sonho. Como uma longa reflexão que não nos leva a conclusão alguma mas nos inquieta, nos desassossega. Este realizador aventurou-se pela alma humana adentro e encontrou na câmara o canal para comunicar aquilo que viu. E o que viu foi beleza, inquietação e infinitude. Talvez a alma seja feita destas mesmas propriedades.

 

É preciso vagar para ver Tarkovsky e é preciso estar-se numa demanda de respostas para o entender e para apreciar o seu trabalho. É preciso primeiro que tudo, estarmos dispostos a religarmo-nos ao sublime. Não é um realizador do nosso tempo mas é sem dúvida um mestre para o nosso tempo, um tempo que asfixiou a dimensão espiritual do ser humano, com os resultados que se conhecem.

 

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