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Banalidades

por Regina da Cruz, em 27.09.15

Às vezes digo banalidades e isso entristece-me. Quem me dera ser sempre sensata e só dizer coisas sábias e justas e belas. As banalidades lembram-me da insignificância e pequenez da minha existência. Mas como não dizer banalidades, aqui e acolá, se o mundo está cheio de oportunidades para isso? Como não dizê-las se elas são tão fáceis, tão sugestivas, tão desejadas enfim, tão sociais?

 

Dir-me-ão que é uma questão de prática, de treino, de hábito e eu concordo que sim. Mas como se adquire o hábito da conversa aprofundada, da dialética profícua, se são tão escassas as pessoas que buscam a saudável contemplação das ideias sem encarar os argumentos como uma ofensa pessoal? E o hábito da frugalidade da palavra, do respeito pelo silêncio, como se pratica estas virtudes tendo de se viver num mundo onde só se sobrevive socialmente se se for um papagaio e não se pode ser um papagaio qualquer, há que ser um papagaio optimista!

 

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