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O sacrifício

por Regina da Cruz, em 20.09.15

Este filme que aqui publico, completo e com legendas, encheu-me de alegria. Foi como encontrar um tesouro, uma raridade acessível apenas aos que procuram incessantemente e são recompensados. Tarkovsky encontrou-se em Bergman e superou-o em emoção, mistério e genialidade. Precioso! Sou grata.

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Estética como sentido

por Regina da Cruz, em 04.08.15

Tenho sede e curiosidade de saber, de procurar, de vasculhar, de ver, de ouvir, de entender, de encontrar. Ficar-me quieta nesta preguiça a contemplar aquilo que de melhor a Humanidade construiu e ofereceu ao mundo. Entrar em êxtase quando descubro a Beleza de Tarkovsky ele, um homem interessado pelos mistérios das profundezas da alma; ele que de forma sublime materializa em imagens-poema aquilo que é um sonho, uma visão, um espectro da vida passada ou daquela que ainda há-de vir, uma memória da saudade. Aqui tudo é solene e transcendente.

 

É preciso tempo e quietude para contemplar a obra deste realizador, apreciar-se toda a riqueza das imagens, dos cenários. É preciso entregarmo-nos totalmente, prestar muita atenção aos detalhes e deixarmo-nos envolver pelos ruídos: cães que ladram em manhãs misteriosas de nevoeiro, passos solenes em chãos de pedra, o encantamento xamânico das rezas das mulheres, o chilrear exuberante de um turbilhão de passarinhos, o ranger dolente das portas, o barulho da água, da omnipresente água, sob a forma de chuva, sob a forma de terma, sob a forma de lago, sob a forma ritmada de pingo: plóc...plóc...plóc... E os silêncios, essas pausas sublimes que nos permitem ouvir melhor os ruídos, desfrutar das imagens e deixar o filme impregnar-se em nós, tomar-nos inteiramente.

 

Em Tarkovsky, a realidade é um grande mistério através de uma lente de aumentar, repleta de beleza e de nostalgia. Apenas os humanos são banais nas suas buscas errantes, nos seus desejos vãos, nas suas perguntas sem resposta certa, nas suas angústias existenciais. Tudo o resto é absolutamente solene e perfeito.

Filme Nostalghia, de Andrei Tarkovsky (1983), integral e com legendas em português - um tesouro.

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Captar o Ser-se humano

por Regina da Cruz, em 26.10.13

Tarkovsky é um realizador excepcional. Os filmes são verdadeiros. As cenas são melancólicas, misteriosas, difusas, sombrias, por vezes perplexificantes e sem aparente sentido. Como um sonho. Como uma longa reflexão que não nos leva a conclusão alguma mas nos inquieta, nos desassossega. Este realizador aventurou-se pela alma humana adentro e encontrou na câmara o canal para comunicar aquilo que viu. E o que viu foi beleza, inquietação e infinitude. Talvez a alma seja feita destas mesmas propriedades.

 

É preciso vagar para ver Tarkovsky e é preciso estar-se numa demanda de respostas para o entender e para apreciar o seu trabalho. É preciso primeiro que tudo, estarmos dispostos a religarmo-nos ao sublime. Não é um realizador do nosso tempo mas é sem dúvida um mestre para o nosso tempo, um tempo que asfixiou a dimensão espiritual do ser humano, com os resultados que se conhecem.

 

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