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Em memória de Camões

por Regina da Cruz, em 05.08.15

 

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Antepassados ilustríssimos - parte II

por Regina da Cruz, em 03.11.13

Imbuída do espírito de descoberta, fui em busca do passado barroco e clássico da música portuguesa.

Digamos que há muito para descobrir a saborear. A lista é extensa!

 

Hoje, como é domingo,  mais um daqueles domingos portugueses de tempo ameno e suave, deixo-vos um tesouro musical. O compositor é, nem de propósito, João Domingos Bomtempo. Mais um telúrico capricorniano nascido em Lisboa, a 28 de Dezembro de 1775, e que nos deixou, entre outras, esta envolvente e inspirada sinfonia para ser ouvida com o corpo e com a alma.

 

Surpreendidos?
Inspirados?
Renascidos?

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Antepassados ilustríssimos

por Regina da Cruz, em 03.11.13

A generalidade dos portugueses desconhece a sua história. Ou melhor, falando por mim, eu desconheço uma grande parte da história do país onde nasci e onde me sinto em casa. E que forma melhor haverá de começar a religarmo-nos com o nosso passado senão pelas artes? Acalento aquela ideia de que só sairemos desta profunda crise, que é acima de tudo moral e espiritual, se mergulharmos as raízes no passado e daí retirarmos a força de que necessitamos para reconstruir o presente e projectar um futuro, sabendo com clareza que rumo seguir. O Passado português está cheio de episódios e pessoas memoráveis que muito têm para nos ensinar.

 

Há uns dias um bom amigo emprestou-me uns CDs de música clássica, gesto por mim muito apreciado, e para minha surpresa entre eles encontrava-se um que dizia simplesmente "1700 - O século dos portugueses". A capa era sóbria e bonita. Passei os olhos pelo alinhamento, na contracapa, e havia nomes estranhamente portugueses; os apelidos italianos, porém, causaram dúvida e fizeram-me desconfiar do que os meus olhos liam.

"Mas, estes compositores são... portugueses?!"

 

Foi como se por momentos todo um período, todo um século, barroco neste caso, tivesse caído do meu colo e adquirido existência, pela primeira vez, na minha empobrecida mente. "São portugueses de hoje ou são do passado, estes compositores que estão aqui na capa... Não! Não podem ser compositores portugueses originais, senão eu saberia... ou não?" - estava perplexa.


"Devem ser compositores portugueses contemporâneos, de uma orquestra portuguesa, sim, mas a interpretar música barroca de outros países, de compositores estrangeiros. É isso, só pode ser isso!" - tinha por momentos encontrado uma resposta que sossegava o meu cérebro, o qual fervia de inquietação.

 

Inseri o CD no leitor do carro confiante que iria ouvir - apesar de não haver qualquer evidência nesse sentido - composições dos famosos Bach, Handel ou Corelli. Começou a música: pormenorizada, harmoniosa, exuberante, divinal... mas não, não era nada de Bach, nem de Handel nem de Corelli; pelo menos, nada que eu identificasse como tal.

 

"Serão mesmo composições portuguesas?"

 

A música continuava a sair das colunas do auto-rádio e a encantar os meus ouvidos, muito mais receptivos do que a minha consciência - que continuava a desconfiar. O trânsito, esse, flutuava! Pára-arranca-acelera levemente-abranda-pára.Peões em velocidades diferentes pareciam caminhar ao som das notas como se ouvissem e um ciclista cortou o caminho ao mesmo tempo que um oboé. Ah! A sinfonia da vida!

 

"Tenho de ver quem são estes "avondanos"..." - eu ainda não estava convencida.

 

Pois bem, de facto, temos muito do que nos orgulhar; trata-se de compositores portugueses, Pedro António Avondano e Francisco António de Almeida e não ficam nada atrás de outros europeus, com melhor marketing. Após pesquisar os nomes na wiki, fui ao youtube. Coisas maravilhosas pude ouvir!

 

O álbum em questão é este, cuja foto da capa vos deixo juntamente com um link para o poderem ouvir e comprar. Vale bem a pena. Deixo-vos também um vídeo com uma das músicas do pai de Pedro António Avondano, o compositor Pietro Giorgio Avondano interpretadas pela orquestra Divino Sospiro, a qual se encontra no CD.

 

(oiçam aqui o álbum)

 

 

Espero com este post ter despertado a vossa curiosidade para descobrirem e se deliciarem com o passado deste belo país que é Portugal. Não nos falta nada, talvez apenas conhecermo-nos e tomarmos consciência da nossa riqueza e do nosso valor.

 

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Perfeição

por Regina da Cruz, em 05.10.13

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