Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O tempo ganho

por Regina da Cruz, em 08.12.15

Quem me dera guardar o tempo só para mim e não sair desta casa

Viver a ler e a investigar.

Há assuntos que me interessam, que me absorvem, tudo que é novo me encanta, descobrir, conhecer, ouvir, aprender.

 

Que vou fazer com tudo o que conheço, que aprendo?

Todas as coisas têm de servir para *alguma coisa*?

Ou aprender poderá ser um fim em si mesmo?

Pelo simples prazer de descobrir o mundo dentro da minha própria casa...

Voltar ao dia-a-dia banal, conviver...gastar o tempo. Perdê-lo para ganhar o sustento, o vil metal que já nem de metal é, e que me permite o luxo da solidão. Trabalho para comprar o meu tempo, o meu isolamento, a descoberta, o mundo todo.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A imensidão do tempo

por Regina da Cruz, em 01.08.15


Como eu gostava de sentir alegria por essas coisas triviais que trazem alegria às pessoas, por essas viagens ou por esses convívios cheios de conversas banais e desinteressantes, inúteis. Quem me dera sentir vontade de me juntar a esses momentos, dar-me a essas pessoas e a esses convívios. Planear esses convívios, aceitar esses convites, ir e divertir-me. Mas não, mesmo quando aceito é para rejeitar logo em seguida. Não me apetece, não há motivo ou razão. Vou cansar-me e vou sentir-me profundamente deslocada. Para quê maçar-me com isso?


Deveria ir, há alegria nas pessoas, muitas bençãos guardadas nelas. Como diz a música "é impossível ser feliz sozinho" mas, também diz o filósofo que "o inferno são os outros". Amo a música mas inclino-me mais para a filosofia. Como equilibrar estas coisas, uma e a outra? Sou facilmente esquecida, facilmente me deixam em paz e ainda bem, e ainda mal. Todos sem excepção, família e amigos, me esquecem com facilidade, ou pelo menos, não me acicatam, não me convidam e nem me importunam. Não me ligam nem me chamam, deixam-me estar quieta e só. E eu agradeço por um lado e entristeço pelo outro. E mergulho na imensidão do tempo simultaneamente com a alegria de o ter todo para mim e com o receio de nele me vir a afogar, de morrer nele para aqui esquecida e só me descobrirem ou darem pela minha falta passado muito, muito tempo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que importa é o caminho...

por Regina da Cruz, em 01.10.13

...é o percurso, cada passo dado em consciência, é cada dor e cada alegria, é a paisagem contemplada com amor e tempo.
Pouco importa o destino até porque, o destino é morrer.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.





Calendário

Setembro 2016

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930


Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D